patrícia, portugal
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fim

Bem vês, meu bem, que não me tenho em grande conta
que sou este naperon encardido
este menir caído
esta fábula sem choro
esta charada, esta mesmo, olha.

Bem vês, meu bem, que estou p'raqui como deus quis,
porque o que deus quer agora é, pois, seguir.

Quando há caminho,
há suor, meu bem, há pés entalados nas bordas da estrada
de terra batida.
Olha, esta mesmo, aqui, ali, além.

Bem vês, meu bem, que vejo mal
é noite cerrada.
Fim.